quarta-feira, 22 de julho de 2015

Buscando toda e qualquer força do fundo de sua alma
Ele disse eu te amo
Mesmo sabendo que não receberia de volta
No desespero em querer apalpar
Se sentiu satisfeito em apenas ver e ouvir
Com todos os seus sentimentos fundidos e emaranhados
Sendo por vezes prazer e outras vezes dor
Sentindo a vida e a morte tomando seu ser na mesma proporção
Arriscou dizer eu te amo
E escolheu seguir esse caminho pra sempre
E o que antes era colorido se tornou cinza
E do cinza fez sua cor preferida
e do vermelho...
Se perdeu na própria aquarela, se transformou num borrão, num rascunho, num equívoco
Mas mesmo assim ainda prefere dizer eu te amo
Que ódio do amor nessas horas sombrias
Eu que te vejo e não posso fazer nada
te mostro o amarelo e até o verde...
Te dou uma nova aquarela com novas cores, novos riscos e me arrisco ficar para sempre no cinza com você, se você quiser e no vermelho também
Porque eu te amo...
Débora Garcia